Conferências IPR 2012: Crescendo na Graça!

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Rev. Elias Medeiros na Igreja Presbiteriana do Araçagy – HOJE!

Pra quem está ligado nas notícias de São Luís, rola neste fim de semana Conferências da Igreja Presbiteriana do Renascença, com os renomados pastores e missionários Elias Medeiros, e Frans Leonard Schalkwijk. Ambos estão marcados na história da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Pois bem, temos o privilégio de anunciar que hoje (notícia de última hora!) O Rev. Elias Medeiros estará na Igreja Presbiteriana do Araçagy, para dar o estudo e bater um papo com quem estiver por lá.

Você está convidado! A Igreja Presbiteriana do Araçagy fica próxima à Gelito do Araçagy. Maiores informações podem ser obtidas pelo site, ou pelo celular 98 8204 3434.

Para saber mais sobre o Rev. Elias Medeiros, visite esta página.

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Um recado de um dos preletores das Conferências 2012 IPR (25 a 27 de maio)

Caros irmãos e amigos,

Gostaria de pedir pra orarem e divulgarem a vinda do nosso querido e respeitado Rev. Dr. Francisco Leonardo Schalkwikj, (carinhosamente conhecido por seus ex-alunos como Pastor Chiquinho) e agora com 84 anos de idade. Ele e sua esposa, Dona Margarida, estão vindo da Holanda para estarem conosco em Recife (16-19 de maio) e São Luis (25-27 de maio).

Eles estarão participando do Primeiro Encontro da Fé Reformada em Recife e de uma outra conferência especial promovida pela Igreja Presbiteriana do Renascença em São Luis do Maranhão.

Haverá, se Deus quiser, uma homenagem especial de gratidão a Deus pela vida destes servos do Senhor e pelos serviços prestados na obra do Senhor por cerca de 40 anos no Brasil. O Rev. Francisco dará uma palavra na abertura do Encontro em Recife e ficará conosco naqueles dias afim de rever e conversar com seus ex-alunos, colegas de ministério, e amigos em general. Nós não sabemos se eles teram outra oportunidade e condições físicas de fazerem uma outra viagem desta ao Brasil.

Por favor divulguem no Facebook, Twitter, Blogs, Boletins, etc. A propósito, minha esposa e eu também estaremos participando de ambos eventos e teríamos a maior alegria de rever e conversar com todos vocês também.

PORTANTO, DIVULGUEM E VENHAM ESTAR COM O REV. FRANCISCO E ESPOSA. Fokjelina e eu nos alegraremos muito em estar com vocês também.

@Elias dos Santos Medeiros

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1º Fórum “Entre Tempos” de evangelismo universitário

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O Cristo contemporâneo

O grande problema da maior parte dos líderes religiosos da época de Jesus foi a falha em reconhecer o Seu caráter com Messias, Rei e Deus da nação. Eles estavam cegos para reivindicações do Mestre. Estavam centrados demais em si e em sua posição, que perceberam que o Seu Rei havia chegado e que, com Ele, o tão esperado Reino dos céus estava aqui.

Este é, também, o problema com muitos hoje, quer na Igreja ou fora dela. Há uma falha em reconhecer a grandeza de Cristo. As palavras de John Stott são importantes para termos uma noção desta realidade:

“Com frequência, nosso cristianismo é pobre porque nosso Cristo é pobre. Empobrecemos a nós mesmos por nossas opiniões pequenas e insignificantes a respeito dele. Hoje, algumas pessoas falam de Cristo como se fosse um tipo de seringa que pudéssemos carregar em nosso bolso, de forma que, quando estivéssemos deprimidos, pudéssemos dar-nos uma injeção para fazer uma viagem pelo mundo da fantasia. Mas Cristo não pode ser usado, nem manipulado dessa forma. A Igreja contemporânea parece ter pouca percepção da grandeza de Jesus Cristo como Senhor da Criação e Senhor da Igreja, diante de quem deveríamos estar com nossa face reclinada no pó.” (Entenda a Bíblia, pg. 7).

Para Stott, a chave é pregar Cristo como Ele é apresentado nas Escrituras. E o Cristo que das Escrituras é o Deus vivo que Reina e opera em nossas vidas e em Sua criação para trazer glória ao Seu nome:

“Aquele que pregamos não é um Cristo no vácuo, nem um Cristo místico sem relação com o mundo real, nem sequer somente o Jesus da História, da Antiguidade, mas o Cristo contemporâneo que, em tempos passados, viveu morreu e que hoje vive para atender à necessidade humana em toda a sua variedade atual. Encontrar a Cristo é tocar na realidade e experimentar a transcendência. Ele nos dá um senso de valor próprio e de relevância pessoal, porque nos dá a certeza do amor de Deus por nós, das cadeias de nosso egocentrismo mediante o poder da ressurreição, e do medo paralisante porque ele reina, e todos os principados e potestades do mal foram subjugados debaixo dos pés. Cristo dá sentido ao casamento e ao lar, ao trabalho e ao lazer, à personalidade e à cidadania. Ele nos introduz na sua nova comunidade, a nova humanidade que está criando. Desafia-nos a sair para algum segmento do mundo que não o reconhece, para ali nos dedicarmos a testemunhar dele e servi-lo. Ele nos promete que a História nem está destituída de significado nem é interminável, pois virá o dia em que voltará para encerrá-la, destruir a morte e introduzir o novo Universo de Justiça e Paz.” (Eu creio na pregação, pg. 164).

Este é o Senhor da glória que devemos reconhecer como nosso Deus. A Ele devemos nos submeter em adoração e serviço. Nele devemos confiar. E somente por meio dEle é que devemos nos aproximar de Deus, por Sua justiça e perdão. A Ele seja a glória.

Rev. Cleomárcio Lima

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Aniversário do Rev. Cleomárcio

Hoje a IPR está em festa, porque um de nossos pastores celebra mais um ano de vida!

O Rev. Cleomárcio foi o segundo a compor a equipe de pastores da IPR, e hoje trabalha na plantação da Igreja Presbiteriana da Cohama.

São muitas as razões para agradecermos a Deus, e muitas as formas de demonstrar respeito e carinho. O Rev. Cleomárcio é famoso entre nós por seu estilo de pregação, por seu interesse nas artes marciais, e por sua postura e conhecimento impressionantes.

Desejamos muitos outros anos cheios da graça de Deus, Pr. Cleomárcio. Deus o abençoe grandemente!

Um abraço de seus colegas e ovelhas!

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O descanso do pastor

Para escândalo dos reformados radicais (também chamados de neopuritanos), os pastores são os primeiros a quebrar o mandamento do “Dia do Senhor”. Mesmo os pastores “neopuritanos”. Nesse dia eles aconselham, trabalham elementos finais (espero!) de seus sermões, às vezes têm reunião com o conselho da igreja, etc. Exercem as atividades que definem o seu trabalho.  

Mas tenho pouco ou nenhum interesse pela opinião radical sobre a atividade do pastor aos domingos. Acredito que já existe um discurso definido por este grupo, para justificar o trabalho pastoral no “Dia do Senhor”. Mencionei “os mais reformados dentre os reformados” apenas por serem eles os que fazem maior barulho sobre este mandamento. 

Também não pretendo me aprofundar na discussão do significado mais pleno do ponto. Essa é uma conversa que vai longe, e o meu objetivo é tocar um dos sentidos envolvidos no mandamento: o do descanso. Por isso passo de uma lógica mais técnica e elaborada, para uma mais simples: se os pastores trabalham duro (normalmente) aos domingos, enquanto este é o dia de descanso da maioria, quando os pastores descansam?

Há quem pense que os pastores trabalham aos domingos, ou mesmo que não trabalhem nunca, e por isso sempre devem estar livres e disponíveis para qualquer chamado ou reivindicação da igreja. Já ouvi pastores falando bobagens do tipo: “eu sou pastor, mas eu trabalho” – numa brincadeira sem sentido e autodestruidora. John Piper nos ajuda a entender um pouco da jornada e do desgaste pastoral: 

A maioria dos nossos irmãos não faz idéia do preço que se paga por duas ou três mensagens semanais em termos de exaustão espiritual e intelectual. Sem contar o esgotamento causado pelos sofrimentos familiares, as decisões da igreja, os dilemas morais e teológicos imponderáveis. Eu, por exemplo, não sou um poço artesiano, Meu cântaro se esvazia mesmo quando dele nada se verte. Meus ânimos não se revigoram na correria. A carência de tempo para a leitura tranquila e reflexão, além da urgência do preparo do sermão, reprime minha alma e, logo, o espectro da morte espiritual se manifesta. Poucas coisas me assustam mais que o início da esterilidade proveniente das responsabilidades desmedidas que mal permitem a nutrição espiritual e a meditação. (Piper, Irmãos, nós não somos profissionais, p. 81-2).

O resultado de um pastor esgotado é trágico.

Este não é um pensamento novo. Grandes nomes da história da igreja que pensaram sobre o ministério pastoral trataram a questão. O pastor batista reformado Charles Spurgeon, considerava esse tempo essencial para resgatar algum tipo de vigor ao ministro, bem como para preservá-lo de sucumbir aos males do esgotamento.

Se um homem for de natureza alegre como um pássaro, dificilmente poderá manter-se assim ano após ano contra esse processo suicida. Fará do seu escritório uma prisão e de seus livros carcereiros de um presídio, enquanto do lado de fora da sua janela a natureza acena-lhe com a vida saudável e chama-o para a alegria. Aquele que esquece o zumbir das abelhas na urze, o arrulho dos pombos selvagens na floresta, o canto dos pássaros no arvoredo, o ondular do regato por entre o junco, e os lamentos do vento entre os pinheiros, não tem por que se espantar caso o seu coração olvide cantar e sua alma fique pesarosa. Passar um dia respirando o ar fresco das montanhas, ou fazer uma excursão de algumas horas na umbrosa tranquilidade das copadas faias, servirá para varrer as teias de aranha das cabeças cheias de vincos dos nossos fatigados ministros que já andam meio mortos. Uma tragada de ar marinho, ou uma firme caminhada contra o vento, não dará graça à alma, que é o que há de melhor, mas dará oxigênio ao corpo, coisa que vem em segundo lugar. (Spurgeon, Lições aos meus alunos 2, p. 239-240).

Mais recentemente o Pr. Conrad Mbewe (já chamado de “O Spurgeon africano”) escreveu sobre o mesmo assunto, enfatizando o elemento do cuidado pessoal do pastor. Para Mbewe, é necessário compreendermos a amplitude desse cuidado pessoal. Isso envolve a vida “espiritual, física, emocional, intelectual e doméstica”. Para demonstrar o ponto, cita um exemplo mencionado pelo pregador Martyn Lloyd-Jones.

Certa vez, um pregador muito conhecido no Reino Unido foi pedir conselhos ao Dr. Martyn Lloyd-Jones. Ele sentiu-se tão seco espiritualmente que estava pensando seriamente em abandonar o ministério pastoral. Sua vida de oração estava no nível mais baixo possível. Ele sequer sentia amor pelas almas e se via como um completo hipócrita por ainda estar no ministério. Quando o Dr. martyn Lloyd-jones ouviu tudo o que este pregador tinha a dizer, aconselhou-o a tirar umas férias. O pregador, lembrando-se deste evento, disse que ficou extremamente desapontado pelo fato do Dr. Lloyd-Jones não lhe dar outro conselho, além de tirar férias.  No entanto, em respeito ao “doutor”, ele acatou a sugestão. Seu testemunho foi que após aquele tempo de férias, não precisou voltar a falar com seu conselheiro. O gozo espiritual havia voltado. Ele estava espiritualmente alegre outra vez. A lição que aprendera foi muito simples – todas as áreas da sua vida estão interligadas. Este homem havia negligenciado o descanso físico e emocional, e isto teve um efeito visível em sua vida espiritual. (Mbewe, Tem cuidado de ti mesmo, em: Amado Timóteo,  p. 35).

O pastor Richard Mayhue destaca outro elemento que brota do ponto em foco: a relação do pastor com sua família. Destacando uma pesquisa realizada em 1992, Mayhue (A família do Pastor, em: Ministério Pastoral, p.163) demonstra que a dificuldade conjugal mais encontrada nas famílias pastorais foi a falta de tempo suficiente em conjunto. Quando o pastor reserva tempo para seu descanso, e a igreja respeita este momento, não apenas ele será livrado de problemas físicos e espirituais, como também poderá investir mais e melhor em sua família – a base de seu ministério (tudo começa no lar).

O pastor segue trabalhando aos domingos, provavelmente mais do que a maioria de suas ovelhas. Deste modo, a pergunta volta: quando os pastores descansam?

Existem igrejas sem nenhuma previsão de um dia de descanso para o seu pastor. Ele trabalha de domingo a domingo, ininterruptamente. Quando aparece esgotado, simplesmente é criticado, ou mesmo substituído por alguém que “demonstre mais gás e compromisso com a obra”. Espero que as igrejas a pensar deste modo sejam poucas. Acredito que a prática mais comum adotada pelas igrejas, é a de separar algum outro dia na semana para o descanso pastoral. Em minha breve experiência, tenho percebido que a Segunda-feira é normalmente este dia. Na segunda, muitos pastores podem acordar mais tarde, passear com sua esposa e filhos (quando a agenda destes permite), assistir um filme, dedicar-se a leituras mais leves, etc. Esta não é uma regra, no entanto. Conforme a agenda da igreja, outro dia pode ser escolhido. O importante é que a igreja reconheça a necessidade de ter um período destacado para o descanso do seu pastor, sob pena de resultados trágicos para a vida dele e da comunidade.

Além deste dia específico, é importante que a igreja considere o período de férias como natural e precioso para o ministro. Conheci pessoas que afirmavam explicitamente que o pastor não deveria ter direito a férias, porque “não se tira férias de igreja”, ou alguma variante desse argumento. Entendo ser isso uma noção errônea e perigosa. Quando compreendemos mais adequadamente uma teologia bíblica do corpo, que tenha fundamento no descanso do sétimo dia (que mudou para o primeiro), ou algo envolvido com o jubieu, a mordomia de nosso corpo e o valor da matéria, além de pensarmos nas questões familiares, não teremos dificuldades com férias pastorais.

Pastores precisam descansar...

Dito isto, é preciso pensar em outras situações.  O descanso do pastor de modo algum pode desconsiderar as urgências de sua vocação. Necessidades extremas devem tirar o ministro de sua folga, e levá-lo ao exercício do pastoreio. Membros que falecem, casais à beira da separação e pessoas em crises graves podem exemplificar bem situações nas quais o descanso é deixado de lado, e pastor volta ao trabalho. Tendo o princípio bem estabelecido, as situações de interrupção da folga serão justas e adequadas, e terão esse caráter de exceção mantidas.

O outro ponto é quando o pastor é workaholic – um tipo de viciado em trabalho. Não é difícil vermos, como o Pr. Conrad Mbewe mencionou, ministros que negligenciam o seu descanso, sempre se envolvendo com algo para resolver. Tais líderes precisam reconhecer o perigo deste estilo de vida, e a igreja pode orar para que seu pastor conheça seus limites e os respeite. Penso sobre isso enquanto eu mesmo, no meu dia de folga (segunda-feira), estou aqui escrevendo um artigo para instruir as ovelhas e falhando em simplesmente descansar. Ainda estou aprendendo.

Que Deus nos ajude, e renove as forças de nossos pastores. 

Allen Porto

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