Se você estivesse com um problema de tirar o sono, com quem desabafaria? Se o problema fosse consequência de um erro secreto, para quem pediria ajuda? Se a difícil situação decorresse de uma grande decepção, no ombro de quem choraria?
É tido como certo que quando as mazelas da vida nos afligem, os verdadeiros amigos se manifestam. Muito embora opiniões bem intencionadas podem, na verdade, aumentar a nossa dor, agravar os nossos aborrecimentos.
Amizades saudáveis são espécimes cada vez mais raros. Não à toa o autor C.S. Lewis em seu livro Surpreendido pela Alegria afirma sabiamente que muitos milhares de pessoas já viveram a experiência de fazer novos amigos, e todavia, isso parece nunca deixar de ser um prodígio. Quase um milagre.
Realmente amigos de verdade são uma espécie em extinção, ou pequenos milagres que a cada dia mais raramente têm cruzado nossa vida e a de nossos filhos (Como os pais desejam que os filhos tenham boas amizades!).
Mas contra todas essas dificuldades de se encontrar amigos de verdade ergue-se a Igreja. Mostrando ao mundo que é possível nunca deixa de amar, e se fazer presente na angústia (Provérbios 17:17). Que há pessoas dispostas a demonstrar compaixão não apenas com belas palavras, mas de fato e de verdade (1 João 3.18). Devido a nova vida que o povo de Deus tem em Cristo, a Igreja é, teoricamente e praticamente, o melhor lugar para se desenvolver aquele afeto que une tanto os iguais quanto os diferentes.
Quem se guia pela Escritura para escolher suas amizades e para se tornar um bom amigo sem dúvida estará sempre cercado de grandes histórias e verdadeiros prodígios no tocante aos relacionamentos sociais.
E tratar o assunto em foco por esta perspectiva não é apenas um estímulo a encontrar na Igreja o que o mundo tão somente pela graça comum pode oferecer, mas, sobretudo, um convite para ser um pequeno milagre da amizade verdadeira na vida de alguém.
Provérbios 27:9 – Como o óleo e o perfume alegram o coração, assim, o amigo encontra doçura no conselho cordial.
Rev. Adenauer Lima



